domingo, 6 de novembro de 2011

ESTUDANDO MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO:

ESCOLA MUNICIPAL MANOEL MAYRINK NETO
APRENDENDO PARA A VIDA!


A sabedoria é a coisa principal; adquire, pois, a sabedoria; sim, com tudo o que possues adquire o conhecimento. Exalta-a, e ela te exaltará; e, abraçando-a tu, ela te honrará.(Provérbios 4: 7,8)

ENSINO FUNDAMENTAL - CICLO INICIAL DE ALFABETIZAÇÃO


PAUTA:

INÍCIO – Manhã e Tarde
MENSAGEM
DINÂMICA:
• CARA METADE (FIGURAS DE CRIANÇAS FAZENDO ALGUMAS ATIVIDADES DE ACORDO COM CADA IDADE).
• REFLEÇÃO EM DUPLA EM SEGUIDA EXPOSIÇÃO PARA O GRUPO DE ACORDO COM O DESENHO – CARA METADE.
• DEBATE COM O GRUPO.

INTRODUÇÃO

Métodos de alfabetização:


O melhor método para a alfabetização é um discussão antiga entre os especialistas no assunto e também entre os pais quando vão escolher uma escola para seus filhos começaram a ler as primeiras palavras e frases. No caso brasileiro, com os elevados índices de analfabetismo e os graves problemas estruturais na rede pública de ensino, especialistas debate qual seria o melhor método para revolucionar, ou pelo menos, melhorar a educação brasileira. Ao longo das décadas, houve uma mudança da forma de pensar a educação, que passou de ser vista da perspectiva de como o aluno aprende e não como o professor ensina.
O conceito de alfabetização mudou, para responder às necessidades da sociedade, muitos métodos e processos de alfabetização foram criados, modificados e adaptados tentando aperfeiçoar ao máximo o processo de ensino da escrita e leitura.
São muitas as formas de alfabetizar e cada uma delas destaca um aspecto no aprendizado. Desde o método fônico, adotado na maioria dos países do mundo, que faz associação entre as letras e sons, passando pelo método da linguagem total, que não utiliza cartilhas, e o alfabético, que trabalha com o soletramento, todos contribuem, de uma forma ou de outra, para o processo de alfabetização.
Delimitamos como nosso objetivo fazer uma analise quanto importância do uso de métodos na leitura e escrita, tendo como foco prioritário as discussões e utilização do método eclético nas salas de aula. O método Eclético teve observações iniciadas na Itália, foi considerado a grande descoberta no campo metodológico, utiliza análise e síntese, ao contrário dos outros que são analítico ou sintético, o método é considerado global, porque parte de um todo, mas segue os passos do método sintético: som, sílabas, palavras, frases.
O trabalho apresenta um breve resgate sobre a importância do ato de ler, na qual, destacamos alguns conceitos de leitura, como também alguns métodos utilizados nas práticas educativas dentro da sala de aula, pois proporcionam uma visão nítida da relação integradora entrre a teoria e prática.
Ao iniciar no processo de alfabetização propriamente dita, a criança vai utilizar palavras simples, de seu vocabulário, aplicando-as ao método global ou eclético,aumentando com isso os mecanismos das analise e da síntese e ampliando em curto espaço de tempo, além de acumular um maior rol de palavras, adequando melhor sua participação.


Conceito de leitura




Segundo o Dicionário Aurélio, leitura é "ato, arte ou hábito de ler. Aquilo que se lê. Operação de percorrer, em um meio físico, seqüências de marcas codificadas que representam informações registradas, e convertê-las à forma anterior (como imagens, sons dados para processamentos). O conceito de leitura está geralmente restrito à codificação da escrita, sua aprendizagem, no entanto, liga-se por tradição ao processo de formação global do individuo, à sua capacitação para o convício e atuações sociais, política, econômica e cultural.
A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a "compreender" o mundo à nossa volta. No constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com um livro, enfim, em todos estes casos estamos de certa forma, lendo - embora, muitas vezes, não nos demos conta. "A atividade de leitura não corresponde a uma simples decodificação de símbolos, mas significa, de fato, interpretar e compreender o que se lê". (CAROLINA, 2006)
Existem vários tipos de leitura, a saber: leitura sensorial, emocional e racional. A primeira caracteriza-se pela utilização da visão, tato, olfato, audição, e o gosto, assim, podem ser apontados como referenciais mais elementares do ato de ler. A mesma não se trata de uma leitura elaborada, é antes, uma resposta imediata as exigências e ofertas que esse mundo apresenta. A leitura sensorial começa, pois, muito cedo e nos acompanha por toda a vida. Não importa se mais ou menos minuciosa e simultânea a leitura emocional e racional.
A segunda, lida com os sentimentos o que necessariamente implicaria falta de objetividade, subjetivismo. No terreno das emoções as coisas ficam ininteligíveis, escapam ao controle do leitor, que se vê envolvido por verdadeiras armadilhas trançadas no seu inconsciente.
Com relação à última leitura, ela refere-se à intelectualidade, para muitos só agora estaríamos no âmbito do status letrado, próprio da verdadeira capacidade de produzir e apreciar a linguagem, em especial a artística. Enfim, leitura é coisas sérias, dizem os intelectuais. Relacioná-la com as nossas experiências sensoriais e emocionais diminui sua significação, revela ignorância. A leitura racional tende a ser unívoca, na qual, o leitor se debruça sobre o texto, pretende vê-lo isolado do contexto e sem envolvimento pessoal, orientando-se por certas normas preestabelecidas. Isto é, ele endossa o modo de ler preexistente, condicionado por uma ideologia.
Em síntese, a leitura racional acrescenta à sensorial e a emocional o fato estabelecer uma ponte entre o leitor e o conhecimento, a reflexão, a reordenação do mundo objetivo, possibilitando-lhe no ato de ler atribuir significado ao texto e questionar tanto a própria individualidade como o universo das relações sociais. E ela não é importante por ser racional, mas por aquilo que o seu processo permite alargando os horizontes de expectativa do leitor e ampliando as possibilidades de leitura do texto e da própria realidade social.


A importância da Leitura


O processo que envolve uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na codificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto.
A busca pela compreensão do ato de ler a partir do mundo particular permite repetir, recriar, reviver, a experiência vivida no momento em que ainda lia a palavra. A decifração da palavra flui naturalmente da leitura do mundo particular, não é algo dado superpostamente a ele. O ato de ler é usualmente relacionado com a escrita, e o leitor visto como codificador da letra.


Conceito de Escrita


Com origens na pré-história, a escrita e conseqüentemente a leitura passaram por uma longa evolução e fizeram com que a humanidade organizasse símbolos gráficos, que passaram a ser uma necessidade em quase todas as culturas. Historicamente, a invenção da escrita, foi um dos momentos mais importantes da história da humanidade data de cerca de 5.000 anos antes de Cristo.
Segundo o Dicionário Aurélio, escrita é "representação de palavras ou idéias por sinais, escritura. Grafia. Ato de escrever. Aquilo que se escreve. Escrituração mercantil. O que constitui uma rotina".
Métodos
A etimologia da palavra métodos é de origem grega (methodos) que designa o mesmo que caminho, o modo sistemático de aplicar o método constitui o processo. Pode-se classificar os métodos de alfabetização em dois grandes grupos: Sintéticos e Analíticos.
Segundo o Dicionário Aurélio, método é "procedimento organizado que conduz a um certo resultado. Processo ou técnica de ensino. Modo de agir, de proceder. Regularidade e coerência na ação". Assim, podemos entender que método é um conjunto de regras básicas para desenvolver uma experiência a fim de produzir novo conhecimento, bem como corrigir e integrar conhecimentos pré-existentes.


Qual é o melhor método?

Vamos conhecer os métodos de alfabetização mais utilizados, como funcionam, quais são as vantagens e desvantagens de cada um deles.
A proposta não é apontar o melhor método de alfabetização, até porque os educadores e especialistas não têm um consenso sobre o tema. Pretendemos apenas mostrar as características de cada um para que possamos conhecer mais profundamente o que está sendo aplicado na nossa escola.

Métodos sintéticos ou analíticos


Existem duas opções para o ensino da leitura: ou parte-se da parte para o todo, que são os métodos sintéticos, ou parte-se do todo para as partes, os chamados métodos analíticos. A partir desses métodos, é possível delinear também como funcionam os métodos de alfabetização.

Método sintético


O método sintético estabelece uma correspondência entre o som e a grafia, entre o oral e o escrito, através do aprendizado por letra por letra, ou sílaba por sílaba e palavra por palavra.
Os métodos sintéticos podem ser divididos em três tipos: o alfabético, o fônico e o silábico. No alfabético, o estudante aprende inicialmente as letras, depois forma as sílabas juntando as consoantes com as vogais, para, depois, formar as palavras que constroem o texto.
No fônico, também conhecido como fonético, o aluno parte do som das letras, unindo o som da consoante com o som da vogal, pronunciando a sílaba formada. Já no silábico, ou silabação, o estudante aprende primeiro as sílabas para formar as palavras.
Por este método, a aprendizagem é feita primeiro através de uma leitura mecânica do texto, através da decifração das palavras, vindo posteriormente a sua leitura com compreensão.
Neste método, as cartilhas são utilizadas para orientar os alunos e professores no aprendizado, apresentando um fonema e seu grafema correspondente por vez, evitando confusões auditivas e visuais.
Como este aprendizado é feito de forma mecânica, através da repetição, o método sintético é tido pelos críticos como mais cansativo e enfadonho para as crianças, pois é baseado apenas na repetição e é fora da realidade da criança, que não cria nada, apenas age sem autonomia.

Método analítico

O método analítico, também conhecido como “método olhar-e-dizer”, defende que a leitura é um ato global e audiovisual. Partindo deste princípio, os seguidores do método começam a trabalhar a partir de unidades completas de linguagem para depois dividi-las em partes menores. Por exemplo, a criança parte da frase para extrair as palavras e, depois, dividi-las em unidades mais simples, as sílabas.
Este método pode ser divido em palavração, setenciação ou global. Na palavração, como o próprio nome diz, parte-se da palavra. Primeiro, existe o contato com os vocábulos em uma sequência que engloba todos os sons da língua e, depois da aquisição de um certo número de palavras, inicia-se a formação das frases.
Na setenciação, a unidade inicial do aprendizado é a frase, que é depois dividida em palavras, de onde são extraídos os elementos mais simples: as sílabas. Já no global, também conhecido como conto e estória, o método é composto por várias unidades de leitura que têm começo, meio e fim, sendo ligadas por frases com sentido para formar um enredo de interesse da criança. Os críticos deste método dizem que a criança não aprende a ler, apenas decora.

Método eclético:


O método Eclético teve observações iniciadas na Itália, foi considerado a grande descoberta no campo metodológico, utiliza análise e síntese, ao contrário dos outros que são analítico ou sintético, o método é considerado global, porque parte de um todo, mas segue os passos do método sintético: som, sílabas, palavras, frases.
Esse método contempla o método Sintético e Analítico, no qual se conciliam todos os processos estabelecendo a liberdade de escolha do método de ensino de leitura e escrita. Por ser o método eclético a junção do método sintético e analítico e seguir os mesmos passos, continuam a apresentar vantagens e desvantagens. Segundo, Oliveira (1993), suas vantagens "é de fácil aplicação; oferece ao professor material previamente preparado; assegura o interesse da criança desde a primeira etapa; permite a recuperação dos atrasos e faltosos; promove a implantação do trabalho independente; evita a fixação do erro na escrita". Entendemos que esse método proporciona ao educando a visão do mundo como um todo, partindo do conhecimento do senso comum para o filosófico.
O que tange as desvantagens desse método, Inêz (2000) relata que, as
"Histórias são desvinculadas do conhecimento real da criança, os textos não possuem estrutura lingüística, apresentam diálogo artificial; as atividades são baseadas em leitura e interpretação de textos, exploração de palavras e decomposição das famílias silábicas; a criança não tem oportunidade de produzir o seu próprio texto, partindo de suas experiências e vivências sociais".
Esse método pode ser aplicado em todos os anos, onde passamos a ampliar a visão do mundo que elas vêm experienciando, permitindo-lhes a oportunidade de desenvolver suas potencialidades, facilitando o processo de aprendizagem, em detrimento dos outros métodos que mostram um aprendizado fragmentado.


Considerações finais:


A partir das informações aqui levantadas é importante desenvolver ações integradas na escola sobre a importância dos métodos educacionais e sua diversidade para que com isso venha melhorar a situação existente na educação, com o objetivo de atingir escola, família e comunidade.
Os novos conhecimentos relacionados ao Método Eclético e os demais métodos, reafirmam sua importância social, não só para os educadores que utilizam- os, bem como a sociedade em geral, pois o mesmo nos orienta a sermos seres ecléticos. Por isso, e outros motivos, devemos utilizá-lo adequadamente levando em consideração o contexto social dos envolvidos no processo.


Referêrencia:


CAROLINA, Maria. Importância do Ato de Ler.
FREIRE, Paulo. A importância do Ato de Ler: em três artigos que se completam. 23ª ed. Cortez. São Paulo. 1989.


FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini dicionário de Língua Portuguesa. 4ª edição. Nova Fronteira. Rio de Janeiro. 2001.



OLIVEIRA, Maria Helena C. et al Didática da linguagem: como aprender, como ensinar. 12 ed. Saraiva. São Paulo.1980. Metodologia da Linguagem. Saraiva. São Paulo. 1993.MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. (coleção primeiros passos). 19 ed. Brasiliense. São Paulo. 1994.



TRABALHO EM GRUPO


CAFÉ


PLÉNÁRIA